Por que o hedge cambial é tão importante para o seu negócio? 

Tela de tablet exibindo gráfico financeiro em ascensão, com dados e valores em dólares, representando hedge cambial.

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A volatilidade do câmbio é uma realidade para empresas que importam, exportam ou possuem dívidas em moeda estrangeira. Além disso, o mercado brasileiro é um dos mais suscetíveis à incerteza. Como resultado, essa variação cambial pode corroer margens de lucro, aumentar passivos e até comprometer a saúde financeira e o caixa da empresa. Diante desse cenário, é essencial adotar estratégias para mitigar esses riscos. Por isso, neste post, vamos explicar o que é o hedge cambial, por que ele é fundamental para a segurança financeira do seu negócio e como utilizá-lo de forma estratégica.

O que é hedge cambial, afinal?

O hedge cambial é a proteção contra a oscilação dos pares de moeda. Seu principal objetivo, portanto, é trazer mais estabilidade e previsibilidade para fluxos financeiros que poderiam ser impactados pela variação cambial. 

Para isso, os produtos financeiros mais utilizados nessa proteção são: NDFs, contratos a termo, opções e swaps cambiais. Cada um possui características específicas de precificação, fluxo de pagamento e estrutura de ganhos. No entanto, todos compartilham o mesmo propósito: trazer segurança financeira para a empresa.

Para ilustrar na prática, imagine o caso de uma empresa com dívida em dólar. Suponha que, no momento da contratação da dívida, a paridade cambial estava em R$ 5,00. Doze meses depois, no vencimento, a moeda atinge R$ 6,00 — uma alta de mais de 20% no custo do financiamento. Nesse cenário, com o hedge cambial, como um contrato NDF, a empresa já saberia desde o início quanto pagaria no vencimento. Dessa forma, independentemente da variação do dólar, ela evitaria impactos negativos no seu custo financeiro.

Por que o câmbio é tão volátil no Brasil?

Entre os fatores que geram essa instabilidade cambial — no mundo e especialmente no Brasil — estão: 

  • Influência de fatores políticos e econômicos, tanto internos quanto externos; 
  • Exposição constante a crises nacionais e internacionais; 
  • Descompasso entre as expectativas do mercado e a condução da política monetária, cujo objetivo é controlar a inflação e, indiretamente, a volatilidade cambial. 

Como o hedge cambial protege a empresa e os impactos da variação cambial?

Como vimos, a variação cambial pode impactar diretamente os resultados financeiros e os indicadores de desempenho de uma empresa. 

Além disso, sem uma estratégia de proteção bem definida e estruturada, a exposição ao câmbio pode comprometer a margem de lucro e até gerar prejuízos expressivos. Isso porque a imprevisibilidade não afeta apenas os custos, mas também o planejamento financeiro e a precificação de produtos e serviços, resultando em insegurança nos resultados e na própria sustentabilidade do negócio.

Por esse motivo, empresas que dependem de importações ou que contraem dívidas em moeda estrangeira em busca de taxas mais atrativas podem ver seus planos inviabilizados diante de uma disparada cambial.

Por isso, é essencial contar com uma equipe especializada e dedicada ao tema. Com a estratégia correta, é possível não apenas aproveitar os benefícios do comércio internacional ou do endividamento externo, mas também fazê-lo sem comprometer o caixa — aumentando, assim, a competitividade e fortalecendo as decisões financeiras.

Além disso, as estratégias de hedge devem considerar o perfil de risco da empresa. Elas podem variar desde operações simples, como NDF e swap, até estruturas mais complexas, como opções com limitadores de ganho (estratégias com CAP), que, embora possam reduzir custos, oferecem menor previsibilidade.

Portanto, para garantir uma gestão de risco cambial eficiente, é fundamental realizar simulações e contar com uma assessoria especializada. Dessa forma, a empresa pode definir a melhor estratégia de proteção e minimizar os impactos da volatilidade cambial.

Conclusão

Empresas que ignoram o risco cambial assumem uma verdadeira roleta russa financeira. Afinal, o hedge cambial não é apenas uma opção, mas uma ferramenta de gestão essencial — tão importante quanto o controle de custos, o planejamento tributário e o acompanhamento rigoroso do fluxo de caixa.

Além disso, no atual cenário de incertezas econômicas e políticas, proteger o caixa deve ser uma prioridade máxima. Por isso, para empresas com exposição cambial, a gestão do risco precisa ser estratégica, bem estruturada e constante.

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