Por que empresas que buscam expandir suas operações devem tratar o crédito como um instrumento estratégico, e não apenas financeiro
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Empresas em crescimento enfrentam um desafio claro: financiar sua expansão de maneira eficiente, sem comprometer sua estrutura de capital ou aumentar excessivamente seus riscos.
Isso exige mais do que acesso a crédito. Exige inteligência financeira, governança sólida e um olhar estratégico para como as decisões de funding impactam toda a operação.
O primeiro passo é a organização interna. Empresas que contam com uma estrutura contábil e financeira transparente, com políticas bem definidas e boa governança, não apenas inspiram mais confiança no mercado — elas também se tornam mais bancáveis.
A bancabilidade não está apenas ligada ao porte ou à geração de caixa. Está profundamente associada à capacidade da empresa de demonstrar previsibilidade, controle e maturidade financeira.
Empresas organizadas geralmente acessam melhores taxas, melhores operações, mais prazos e, muitas vezes, fontes de capital mais sofisticadas — inclusive fora do Brasil, como em moeda estrangeira.
Quando estruturado de forma inteligente, o crédito deixa de ser apenas um recurso para tapar buracos ou financiar capital de giro. Ele passa a ser uma alavanca estratégica de crescimento. É olhar o negócio no longo prazo.
No caso de estruturas em moeda estrangeira, por exemplo, é possível acessar custos significativamente mais baixos — desde que acompanhados de uma gestão de hedge cambial eficaz.
Essa abordagem exige planejamento: análise do perfil cambial da empresa, escolha do indexador mais adequado, definição do prazo correto e integração com a estratégia financeira de longo prazo.
O maior erro que muitas empresas cometem é encarar a estruturação de crédito como um evento único. A realidade é que a performance da operação depende da gestão contínua do risco.
No caso de operações em moeda estrangeira, isso significa acompanhar de perto o comportamento do câmbio, os movimentos de mercado, os fluxos de caixa futuros e ajustar constantemente os instrumentos de hedge utilizados — sejam eles NDFs, opções, swaps ou estruturas mistas.
É essa gestão ativa que garante que a operação siga protegida e economicamente eficiente, mesmo diante de cenários adversos. Sem ela, o que começa como uma estrutura promissora pode rapidamente se transformar em um passivo inesperado.
Resultados que vão além do capital
Estruturar crédito com inteligência e gerenciar bem seus riscos não só melhora o custo de capital da empresa. Também gera outros impactos positivos:
Empresas que tratam o crédito como uma decisão estratégica — e não apenas financeira — estão mais preparadas para crescer com segurança e consistência. Estruturar bem é essencial, mas gerir com inteligência é o que garante o sucesso ao longo do tempo.