O impacto das políticas econômicas no mercado financeiro

Laptop exibindo gráficos e dados de mercado, simbolizando o impacto das políticas econômicas no mercado financeiro brasileiro

Tempo de leitura - 6 min

O mercado financeiro brasileiro passou por uma série de alterações e evoluções ao longo das décadas. Por exemplo, nos anos 1950, seu impacto e abrangência tiveram um efeito secundário na formação do Brasil como um todo. Entretanto, a partir das décadas de 1970 e 1980, o mercado começou a enfrentar diversas transformações tecnológicas, processuais e regulatórias. Dessa forma, neste artigo, abordaremos alguns fatores que impactam o mercado financeiro, sendo um dos principais as políticas econômicas.

Políticas econômicas: definição e importância

Antes de discutirmos os impactos das políticas econômicas no mercado financeiro, é essencial apresentar as diferentes tipologias dessas políticas e suas definições. O governo adota três tipos principais de políticas: monetária, fiscal e cambial. Cada uma tem suas características e efeitos práticos. A política monetária resume-se ao controle da oferta de moeda no país, feito por governos e instituições, especialmente pelos bancos centrais.

Em segundo lugar, a política fiscal foca na gestão equilibrada das finanças públicas e na administração dos tributos. Por fim, na política cambial, o governo/Banco Central do Brasil (BACEN) define o regime cambial adotado (flutuante, fixo ou administrado) e gerencia o valor da moeda nacional em relação a outras moedas.

Principais impactos das políticas monetárias

Neste contexto, utilizamos o principal balizador da economia como métrica de análise: a taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia). De fato, a SELIC desempenha um papel fundamental no desenvolvimento e na manutenção do mercado financeiro. Segundo o BACEN, a taxa SELIC representa a taxa básica de juros da economia e influencia outras taxas de juros no país, como as de empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras.

Além disso, a definição da taxa SELIC é o principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Por esse motivo, não podemos subestimar o impacto desse instrumento no mercado como um todo e, especificamente, no setor financeiro, como por exemplo o mercado de ações, renda fixa e câmbio.

Principais impactos das políticas fiscais 

O segundo ponto a ser considerado no tripé econômico que afeta o mercado financeiro é a política fiscal do país. De acordo com a Suno, esse conceito está diretamente relacionado à administração das receitas e despesas do governo, com o objetivo de regular a atividade econômica. Por isso, é crucial que o governo faça uma boa gestão das contas públicas, pois o impacto no mercado financeiro pode ser significativo. Um exemplo claro disso pode ser observado no valor atual do câmbio brasileiro.

Se, por exemplo, considerarmos o valor "justo" do câmbio atual — utilizando algumas métricas como paridade do poder de compra, diferencial de juros e inflação — e aplicarmos o índice Big Mac, que mede o poder de compra de diferentes moedas em relação ao dólar, o câmbio deveria estar cotado a R$ 4,63, o que representa uma grande diferença em relação à cotação atual de R$ 5,60. Em grande parte, esse diferencial pode ser explicado pelas políticas fiscais atuais, nas quais a percepção do mercado tem sido pessimista quanto ao controle das contas públicas, resultando na depreciação do real frente ao dólar.

taxa de cambio - políticas econômicas

Principais impactos das políticas cambiais 

Os bancos centrais ao redor do mundo adotam três principais regimes cambiais: flutuante, fixo e administrado. No caso do câmbio flutuante, como o próprio nome sugere, a taxa de câmbio varia de acordo com as leis de oferta e demanda de moeda estrangeira no país. Nesse contexto, o Banco Central, em teoria, não interfere, exceto para garantir a funcionalidade do mercado.

Já no câmbio fixo, o governo define um valor estável para a taxa de câmbio. No regime administrado, ele combina características dos dois anteriores, intervindo pontualmente para controlar a cotação. No Brasil, o regime oficial é o câmbio flutuante, regulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e monitorado pelo BACEN.

A taxa de câmbio impacta praticamente todas as áreas da economia, do nível micro ao macro. No Brasil, o regime de câmbio flutuante, que na prática tende a ser mais administrado, reage a eventos internos, como mudanças políticas e fiscais, e a eventos externos, como políticas internacionais, guerras e questões geopolíticas. Esses fatores podem valorizar ou desvalorizar a moeda, afetando toda a sociedade, devido à forte interdependência entre os países no comércio internacional.

Em suma 

Os impactos das políticas econômicas no mercado financeiro brasileiro são vastos em termos de dimensão e extensão. As políticas monetárias, fiscais e cambiais determinam o rumo econômico do país e, consequentemente, influenciam a dinâmica do mercado financeiro e suas implicações para a economia nacional.

Você conhece a Legatus? Acesse o site para descobrir mais sobre as suas soluções inovadoras.

Aproveite a oportunidade para ler mais artigos sobre Mercado Financeiro.